20/12/2012

FELIZ ANO NOVO !





Esse desenho foi feito por mim no computador, é parecido com um que fiz quando eu tinha sete anos, naqueles cadernos horizontais. Eu nunca na vida soube como desenhar nada no papel, mas sempre quebrei o galho quando tinha que fazer alguma coisa onde pudesse colocar as minhas cores. E, por mais tortos que ficassem esses esboços de casas, árvores e céus, eles só precisavam estar coloridos para que me tirassem um risinho do rosto e um breve traço de satisfação.
Por esse caminho de rascunhos, originais, preto e branco e cores, vamos traçando a vida da gente. Algumas vezes, parece que a sorte nos sorri e o final é uma benção; paisagens tão perfeitas que parecem fazer jus ao que nos fez o Criador. É uma resposta, caprichamos! Porém, em outras , não temos o resultado esperado; e lá vem as decepções. Aquele borrão vermelho na arte final. Batemos com força na mesa, choramos, desesperamos e depois sem que possamos fazer mais nada, exaustos que estamos, adormecemos. Mas aí, vem o outro dia, a nova manhã. E quando abrimos o olho, uma nova página já está à nossa frente, disponível, zerada! E lá vamos nós recorrer ao material guardado na noite anterior para começarmos tudo novamente.
É a labuta magnífica da vida. Munição à postos: lápis,  canetas,  tintas de todas as cores e borrachas, borrachas também são importantes para apagar aqueles riscos saídos sem querer. Mas é importante que não se rasguem as folhas que não deram certo.  Elas com certeza nos servirão de aprendizado para o próximo passo.
Estamos as vésperas de mais um início de ano. E nele, 365 páginas novinhas nos aguardam. Folhas, que à sua disposição, esperam seus desenhos, sua arte , sua história de vida.
Desejo que você nesse finalzinho de ano renove suas forças e o material necessário para o começar de novo. Tomara que nessa maleta não falte o amor, a coragem, a esperança e a Fé. Fé de que você pode fazer melhor do que fez anteriormente. Coragem para lidar com seus insucessos. Esperança para que você nunca desista. E amor, para que você possa fazer o melhor e mais bonito desenho da sua vida.

FELIZ 2013!

Maria Casas



18/12/2012

FELIZ NATAL!




"Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz...", essa música tão linda, de melodia inesquecível, era uma referencia de Natal que me fazia transbordar todos os sentimentos que permeiam essa data. Uma delas e talvez a mais forte, seja a família. O ninho de onde viemos. Aqueles quadros mágicos cheios de estações, construções, reveses, lágrimas, alegrias e pessoas queridas. Minha família, sua família, nosso bando. Conhecimento mais claro que esse não há. Todos comungam resultados de uma larga experiência sobre o outro.
Família é aquele nosso não esquecer. São nossos segredos, aqueles bem guardados no baú de cada um. Porque sabem, porque sabemos e porque também amamos, suportamos quietos. Nos conhecemos mais porque fomos crianças dentro de toda essa vivência; e crianças são o que são, não há como disfarçar! "Foi você que quebrou aquele vaso raro da vovó, ela nunca soube!". Mas alguém, sempre alguém ali serviria de testemunha, de apoio àquele segredo guardado a sete chaves. Família é isso. É partilhar alegrias, tristezas e intimidades.
No Natal, estamos tão vulneráveis ao que somos que não podemos negar o abraço, olhar sincero, o riso fácil. As rusgas que me perdoem, mas no Natal, o perdão é fundamental! Portanto, perdoem-se, alinhem-se, recriem-se novamente. Vivam as suas famílias como aquele passarinho que volta à asa antiga. Foi de lá que você veio. Foi de lá, daquela célula que você começou a ser lapidado, a pegar jeito, a tomar tento. O mundo ajuda, eu sei! Ajuda a gente a crescer, a ver, a sentir, a amadurecer. Mas a família, ah esses rostos tão conhecidos! Será sempre aquele colo antigo, abrigo, onde muitas das vezes ficaram vagando as nossas perguntas pelo tempo. Essas mesmas perguntas que num breve espaço de abraço, junta todas as respostas.
FELIZ NATAL!

 Maria Casas

MENTIRAS SINCERAS ME INTERESSAM...(Cazuza)

Arrebatados pelas datas próximas e com as brincadeiras do final do mundo (é brincadeira não é?), os corações andam pra lá de sensíveis, alegres e solidários. Alguns dizem que isso tudo é só nessa época, eu digo amém e graças a Deus, que pelo menos nessa época possamos desaguar o coração, por muitas vezes tão endurecido pela luta diária dos meses. Amém ao car
naval, ao São João, e para nós paraenses: ao Círio de Nazaré! Amém a todas essas datas que nos lembram que somos mais humanos do que demonstramos e do que aguentamos. Jesus Cristo viveu e sua lição, por mais que não sigamos à risca, estará sempre à frente dos nossos narizes: no abraço apertado do amigo; no beijo sincero de uma mãe; na bagunça de festas de família; no amor que rege todo esse universo que nos cerca. Porque podem passar anos e anos, e continuamos a acreditar e comprovar que o amor é a única coisa que nos dá vida, que nos impulsiona, seja em qualquer situação. Mentiras sinceras valem sim. São mais do que negamos, que insistimos em não ver, que são verdades ainda não descobertas ou aceitas.
Suely Abrunhosa

15/11/2012

É!


Não é como o PEQUENO PRÍNCIPE, O pássaro azul ou aquelas histórias de livros de autoajuda que a gente tanto vê por aí. É sobre voltar no tempo. É como reviver aquelas coisas do passado que você jamais esqueceu ou não aprendeu, ou mesmo não pode fazer nada, ou não prestou atenção. É sobre isso. Sobre o resultado de como você é agora. Daqui em diante tudo vai depender de você, porque no tempo, você é os seus resultados. É a soma do que viveu, do que amou, do que aprendeu e o que deixou de aprender. É como você estava quando acreditou no que viu. É como você deu ou não importância àqueles momentos. É sobre isso!

O MUNDO




Pela janela dos olhos
ele vê o mundo
girando, tão vagabundo anjo
que brinca junto comigo
Gente, estradas e países
pretos, brancos e loucos
tão vagabundo anjo
me estendeu a mão
o coração
e um pedaço de giz
para pintar o arco-íris
da minha prisão
Um copo de gim
Com riscos de riso
e um jardim
pra me divertir

Suely Abrunhosa

14/11/2012

18/10/2012

POEMINHA


Partiu pelos olhos
O que a mão tocou
o coração sonhou
O que a boca beijou.
Partiu pelos olhos
O que o corpo ardeu
o que o mundo inverteu
O que o amor jurou.
Partiu pelos olhos
O sonho sonhado,
O verso ensaiado
a hora chorada.
Partiu pelos olhos
o brilho perdido
O gesto sofrido
O que não se fez.
Partiu pelos olhos
o rio prateado
que era saudade
que não se desfez!
Suely Abrunhosa



17/10/2012

DOIS TEMPOS- Suely Abrunhosa




Tenho dois tempos em mim
Um que guardo com carinho
E aquele que me faz aprender.
Tenho dois trabalhos a rezar
A emoção de ser o que sou
E outro pela razão necessária.
Tenho dois amores também,
O que me deixou por não saber nada de mim.
E o que eu deixei por pensar saber demais dele.
Tenho em mim duas canções,
A que encanta meu coração
E  outra que escrevo sozinha .
Tenho sim dois conceitos
O que nunca me pareceu ser o errado
E o que teimo em achar ser o certo.
Tenho ainda duas palavras por prediletas
O sonho por me embalar
E a vida por me permitir
Palavras, gestos, música , amores
Dois em mil segundos esmiuçados,
Distribuídos em mim,
Soltos em dois momentos.

Museu Emilio Goeldi - Clik meu






Tantas vezes corri por esses caminhos quando criança!

AVENIDA BRASIL

Só as novelas mesmo para nos sentirmos vingados! Ando pela net e vejo que a maioria quer um final bem merecido às maldades de Carmem Lúcia (a Carminha de Avenida Brasil). Bem diferente da vida real, onde os vilões gozam da nossa cara, passeando em helicópteros e lanchas; vivendo em suntuosas mansões, impunes de seus crimes, tudo diante da nossa indignação silenciosa. Por isso o resultado de tanta audiência. Viver a realidade virtual é menos dolorido; menos nauseante. Indignados porém calados, vamos seguindo a vida televisiva dos atores, esperando o triste e merecido final dos maus, mesmo que seja pela mãos da justiça global.

16/10/2012

FRIENDS - Tombados pelo coração!


Trechos de livros meus....


"Creio que manias são tombadas como patrimônio nosso, porque nunca me vi com tantas! As rezas são tão malucas que começo a duvidar da minha sanidade; mas um amigo diz: é normal! Aí eu relaxo, vendo minha história em outros, em todos da minha idade, do meu metier, da minha equação. É assim a minha geração, somos unidos e prevenidos em tudo o que nos diz respeito, porque ninguém sobrevive sem os iguais, sem nos multiplicarmos em conselhos, dicas e conversas, e como temos assunto! Assuntos de uma vida inteira e mais o naco que numa pontinha ou outra de olhares e conversas, vão se somando."

Nossa Senhora de Nazaré/2012


ELEIÇÕES 2012/Belém/PA


Mais uma vez vamos ao segundo turno. Candidato de direita versus candidato de esquerda. Difícil é aceitar a posição dessas duas vertentes, quando já estamos calejados e desacreditados de que nossa escolha vá fazer jus ao que Belém merece.
A dúvida que permeia em nossas cabeças é uníssona. Mais que a duvida, temos uma quase certeza de que o arrependimento está à espreita. É a experiência colocada em prática. Quem  dera todos fossemos capazes de realmente julgar da maneira certa, coerente e que tivéssemos mesmo um Prefeito que nos devolvesse o brilho nos olhos. Um Prefeito que levasse a sério suas palavras e cumprisse as suas promessas.  Já dizia minha avó: Promessa é dívida! E a maioria está endividada até os dedos com a gente. Estão no vermelho!

19/04/2012

CORTINA DE FUMAÇA - O Brasil e suas teias

Cortina de fumaça

Cortina de fumaça de quem? Do PT e José Dirceu ou da revista Veja e de alguns outros grandes veículos da imprensa brasileira? A quem interessa impedir e/ou desqualificar a futura CPI de Carlinhos Cachoeira/Demóstenes Torres (DEM)? A quem interessa misturar Cachoeira e Mensalão, transformando-os em um mesmo assunto e em uma mesma forma de corrupção?
Os interesses são muitos e variados. CPIs são, por princípio, armas das minorias, ou seja, das oposições. Quase sempre as CPIs fazem muito barulho, desestabilizam governos, mas quase nunca chegam a conclusões e condenações sustentáveis no plano jurídico. Por este motivo, as acusações e as condenações que produzem quase sempre são arquivadas quando submetidas às instâncias do poder Judiciário. Seus resultados são políticos, sobretudo. Eles são imediatos e midiáticos e produzem, quase sempre, efeitos eleitorais que beneficiam quem se encontra fora do poder.
Sendo assim, por que o governo, que detém maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal aposta na instalação da CPI mista (com integrantes da Câmara e do Senado) do Caso Carlinhos Cachoeira/Demóstenes Torres (DEM)? Sendo assim, por que a revista Veja, a maior revista semanal brasileira e, de acordo com seus anúncios, “a segunda maior do mundo”, se empenha tanto em desqualificá-la a priori?
Será porque a investigação do envolvimento de Demóstenes Torres com o “empresário do jogo” Carlinhos Cachoeira poderá trazer à tona os meandros do “Mensalão” e, com isto, comprometer as oposições aos governos Dilma/Lula, além de alguns órgãos de imprensa, com a revista Veja (Editora Abril) à frente? As escutas telefônicas obtidas com autorização judicial reveladas até aqui são comprometedoras e parecem possuir alto grau de explosividade. Um comprometimento e uma explosividade que, parece, podem se igualar àqueles provocados pelas escutas telefônicas ilegais produzidas pelos “arapongas” a serviço de Cachoeira e que, ao que parece, foram repassadas à revista Veja e ao Senador Demóstenes Torres (DEM), ao longo dos últimos anos.
Será isto o que temem alguns veículos da grande imprensa, particularmente a revista Veja e sua empresa editora, e também alguns próceres das oposições? Não seria melhor, para o bem da democracia e no respeito ao interesse público legítimo, que a instalação da CPI fosse incentivada, como tem sido a praxe (salutar, por sinal) adotada pela Veja, pelos grandes veículos de mídia e pelas oposições? Ou será que, como insinuou o presidente da Câmara, Marco Maia, a revista Veja teme a reprodução, no Brasil, do Caso Murdoch, que resultou no fechamento de diversos jornais do Grupo News Corp, um império mundial de comunicação hoje em crise devido a acusações de escutas telefônicas ilegais e tráfico de influência na Grã-Bretanha.
Que a CPI produza os efeitos políticos que ela tiver que produzir e que se aguarde a manifestação posterior da Justiça, como tem sido o procedimento adotado ao longo dos últimos anos, tanto pela revista Veja quanto pela maior parte dos veículos da grande imprensa brasileira.
SUL21