17/10/2012
AVENIDA BRASIL
Só as novelas mesmo para nos sentirmos vingados! Ando pela net e vejo que a maioria quer um final bem merecido às maldades de Carmem Lúcia (a Carminha de Avenida Brasil). Bem diferente da vida real, onde os vilões gozam da nossa cara, passeando em helicópteros e lanchas; vivendo em suntuosas mansões, impunes de seus crimes, tudo diante da nossa indignação silenciosa. Por isso o resultado de tanta audiência. Viver a realidade virtual é menos dolorido; menos nauseante. Indignados porém calados, vamos seguindo a vida televisiva dos atores, esperando o triste e merecido final dos maus, mesmo que seja pela mãos da justiça global.
16/10/2012
Trechos de livros meus....
"Creio que manias são
tombadas como patrimônio nosso, porque nunca me vi com tantas! As rezas são tão
malucas que começo a duvidar da minha sanidade; mas um amigo diz: é normal! Aí
eu relaxo, vendo minha história em outros, em todos da minha idade, do meu metier, da minha equação. É assim a
minha geração, somos unidos e prevenidos em tudo o que nos diz respeito, porque
ninguém sobrevive sem os iguais, sem nos multiplicarmos em conselhos, dicas e
conversas, e como temos assunto! Assuntos de uma vida inteira e mais o naco que
numa pontinha ou outra de olhares e conversas, vão se somando."
ELEIÇÕES 2012/Belém/PA
Mais uma vez vamos ao segundo turno. Candidato de direita
versus candidato de esquerda. Difícil é aceitar a posição dessas duas
vertentes, quando já estamos calejados e desacreditados de que nossa escolha vá
fazer jus ao que Belém merece.
A dúvida que permeia em nossas cabeças é uníssona. Mais que
a duvida, temos uma quase certeza de que o arrependimento está à espreita. É a
experiência colocada em prática. Quem dera todos fossemos capazes de realmente
julgar da maneira certa, coerente e que tivéssemos mesmo um Prefeito que nos devolvesse
o brilho nos olhos. Um Prefeito que levasse a sério suas palavras e cumprisse as
suas promessas. Já dizia minha avó:
Promessa é dívida! E a maioria está endividada até os dedos com a gente. Estão
no vermelho!
19/04/2012
CORTINA DE FUMAÇA - O Brasil e suas teias
Cortina de fumaça
Cortina de fumaça de quem? Do PT e José Dirceu ou da revista Veja e de alguns outros grandes veículos da imprensa brasileira? A quem interessa impedir e/ou desqualificar a futura CPI de Carlinhos Cachoeira/Demóstenes Torres (DEM)? A quem interessa misturar Cachoeira e Mensalão, transformando-os em um mesmo assunto e em uma mesma forma de corrupção?
Os interesses são muitos e variados. CPIs são, por princípio, armas das minorias, ou seja, das oposições. Quase sempre as CPIs fazem muito barulho, desestabilizam governos, mas quase nunca chegam a conclusões e condenações sustentáveis no plano jurídico. Por este motivo, as acusações e as condenações que produzem quase sempre são arquivadas quando submetidas às instâncias do poder Judiciário. Seus resultados são políticos, sobretudo. Eles são imediatos e midiáticos e produzem, quase sempre, efeitos eleitorais que beneficiam quem se encontra fora do poder.
Sendo assim, por que o governo, que detém maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal aposta na instalação da CPI mista (com integrantes da Câmara e do Senado) do Caso Carlinhos Cachoeira/Demóstenes Torres (DEM)? Sendo assim, por que a revista Veja, a maior revista semanal brasileira e, de acordo com seus anúncios, “a segunda maior do mundo”, se empenha tanto em desqualificá-la a priori?
Será porque a investigação do envolvimento de Demóstenes Torres com o “empresário do jogo” Carlinhos Cachoeira poderá trazer à tona os meandros do “Mensalão” e, com isto, comprometer as oposições aos governos Dilma/Lula, além de alguns órgãos de imprensa, com a revista Veja (Editora Abril) à frente? As escutas telefônicas obtidas com autorização judicial reveladas até aqui são comprometedoras e parecem possuir alto grau de explosividade. Um comprometimento e uma explosividade que, parece, podem se igualar àqueles provocados pelas escutas telefônicas ilegais produzidas pelos “arapongas” a serviço de Cachoeira e que, ao que parece, foram repassadas à revista Veja e ao Senador Demóstenes Torres (DEM), ao longo dos últimos anos.
Será isto o que temem alguns veículos da grande imprensa, particularmente a revista Veja e sua empresa editora, e também alguns próceres das oposições? Não seria melhor, para o bem da democracia e no respeito ao interesse público legítimo, que a instalação da CPI fosse incentivada, como tem sido a praxe (salutar, por sinal) adotada pela Veja, pelos grandes veículos de mídia e pelas oposições? Ou será que, como insinuou o presidente da Câmara, Marco Maia, a revista Veja teme a reprodução, no Brasil, do Caso Murdoch, que resultou no fechamento de diversos jornais do Grupo News Corp, um império mundial de comunicação hoje em crise devido a acusações de escutas telefônicas ilegais e tráfico de influência na Grã-Bretanha.
Que a CPI produza os efeitos políticos que ela tiver que produzir e que se aguarde a manifestação posterior da Justiça, como tem sido o procedimento adotado ao longo dos últimos anos, tanto pela revista Veja quanto pela maior parte dos veículos da grande imprensa brasileira.
SUL21
20/11/2010
CADÊ A CORDIALIDADE?
Sabe aquela cordialidade do brasileiro, sociologicamente identificada pelo grande Sérgio Buarque de Hollanda e que ao longo dos anos nos fez ter orgulho de sermos uma nação tolerante, generosa, caracterizada como um povo alegre e hospitaleiro, pronto a receber e abraçar a todos?
Muita gente sempre achou que essa tal cordialidade era uma espécie de fachada, um marketing comportamental, digamos assim, e que de cordial o brasileiro não tem nada.
Mas sempre, nós, os talvez ingênuos que acreditam na beleza da vida, teimamos em insistir que, sim, é possível viver sem ódios, preconceitos, intolerâncias, com solidariedade no coração.
Mas é difícil, viu, continuar acreditando que todos nascem iguais perante Deus e perante a lei, porque tem cada espírito de porco solto por aí, que vou te contar...
O que dizer dos jovens bem nascidos que resolveram sair espancando outros jovens na principal avenida de São Paulo, por conta de supostas diferenças de orientação social? Apesar de todas as evidências de crime, foram soltos rapidinho, uma vez que brancos, de classe média; se fossem pobres e/ou pretos estavam jogados em alguma cela decrépita, esquecidos pela mesma Justiça que os liberou incontinenti, deixando-os por aí prontos para outras...
E o que dizer do soldado do Exército do Rio de Janeiro que atirou contra um rapaz depois da Parada Gay (um país que tem as maiores paradas gay do continente deveria ser tolerante, não?), porque o rapaz é "viado"? Foi isso que ele disse, segundo testemunha, chamou de viado, disse que o moço envergonhava a família dele, que merecia morrer e pimba, dá-lhe logo um tiro e pronto, resolvido o problema...
Seria uma onda de homofobia o que está ocorrendo?
Então, o que dizer do jovem de 25 anos, macho pra caramba, que quebrou os dois (os dois!) braços e seis dentes (seis!) de uma professora do Sul do país? O infeliz ficou inconformado porque tirou uma nota baixa e resolveu descarregar sua raiva sobre a educadora, de 57 anos, acabando com a pobre mulher. Na fuga, atingiu um porteiro e um segurança.
O que pensa uma criatura dessas? Pensa?
Ainda lá pelas bandas do Sul, outro exemplo de intolerância que nos envergonha e que humilha nosso povo e nossa suposta cordialidade.
Aqui a coisa é profissional: durante um programa de televisão numa afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, o "jornalista" Luiz Carlos Prates, um senhor até que bem apessoado, não fosse a peruquinha meio ridícula, encontrou, segundo ele, a explicação para o número elevado de mortes nas estradas do Estado no último feriado. Olha o que ele disse: "Hoje, qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais lê um livro, mora apertado em uma gaiola que hoje chamam de apartamento. Não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem".
Disse mais: completamente irado, disse que esses que se envolvem em acidentes são uns desgraçados, que não se entendem com a mulher e saem por aí em alta velocidade descarregando suas frustrações.
Ainda bem que o cidadão foi devidamente execrado, sobretudo nas redes sociais, onde o vídeo com sua sandice "pobrefóbica" tem tido muita audiência. Veja aqui.
Bem, viado merece porrada e tiro, professora que não dá boa nota tem mais é que apanhar e perder os dentes e um pobre que ousa dirigir um carro de sua propriedade vai acabar morrendo em acidente mesmo...
É o meu Brasil brasileiro?
Luiz Carvesan
Muita gente sempre achou que essa tal cordialidade era uma espécie de fachada, um marketing comportamental, digamos assim, e que de cordial o brasileiro não tem nada.
Mas sempre, nós, os talvez ingênuos que acreditam na beleza da vida, teimamos em insistir que, sim, é possível viver sem ódios, preconceitos, intolerâncias, com solidariedade no coração.
Mas é difícil, viu, continuar acreditando que todos nascem iguais perante Deus e perante a lei, porque tem cada espírito de porco solto por aí, que vou te contar...
O que dizer dos jovens bem nascidos que resolveram sair espancando outros jovens na principal avenida de São Paulo, por conta de supostas diferenças de orientação social? Apesar de todas as evidências de crime, foram soltos rapidinho, uma vez que brancos, de classe média; se fossem pobres e/ou pretos estavam jogados em alguma cela decrépita, esquecidos pela mesma Justiça que os liberou incontinenti, deixando-os por aí prontos para outras...
E o que dizer do soldado do Exército do Rio de Janeiro que atirou contra um rapaz depois da Parada Gay (um país que tem as maiores paradas gay do continente deveria ser tolerante, não?), porque o rapaz é "viado"? Foi isso que ele disse, segundo testemunha, chamou de viado, disse que o moço envergonhava a família dele, que merecia morrer e pimba, dá-lhe logo um tiro e pronto, resolvido o problema...
Seria uma onda de homofobia o que está ocorrendo?
Então, o que dizer do jovem de 25 anos, macho pra caramba, que quebrou os dois (os dois!) braços e seis dentes (seis!) de uma professora do Sul do país? O infeliz ficou inconformado porque tirou uma nota baixa e resolveu descarregar sua raiva sobre a educadora, de 57 anos, acabando com a pobre mulher. Na fuga, atingiu um porteiro e um segurança.
O que pensa uma criatura dessas? Pensa?
Ainda lá pelas bandas do Sul, outro exemplo de intolerância que nos envergonha e que humilha nosso povo e nossa suposta cordialidade.
Aqui a coisa é profissional: durante um programa de televisão numa afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, o "jornalista" Luiz Carlos Prates, um senhor até que bem apessoado, não fosse a peruquinha meio ridícula, encontrou, segundo ele, a explicação para o número elevado de mortes nas estradas do Estado no último feriado. Olha o que ele disse: "Hoje, qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais lê um livro, mora apertado em uma gaiola que hoje chamam de apartamento. Não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem".
Disse mais: completamente irado, disse que esses que se envolvem em acidentes são uns desgraçados, que não se entendem com a mulher e saem por aí em alta velocidade descarregando suas frustrações.
Ainda bem que o cidadão foi devidamente execrado, sobretudo nas redes sociais, onde o vídeo com sua sandice "pobrefóbica" tem tido muita audiência. Veja aqui.
Bem, viado merece porrada e tiro, professora que não dá boa nota tem mais é que apanhar e perder os dentes e um pobre que ousa dirigir um carro de sua propriedade vai acabar morrendo em acidente mesmo...
É o meu Brasil brasileiro?
Luiz Carvesan
Assinar:
Postagens (Atom)